O Goianésia Esporte Clube, ou o Gavião Goiano, foi fundado em 28 de março de 1955, sucedendo iniciativas anteriores de futebol na cidade, como o Goianésia Atlético Clube, criado em 1948 e posteriormente descontinuado.
A partir da reestruturação oficial em 1955, o Azulão do Vale consolidou sua identidade esportiva, adotando as cores azul e branco e construindo gradualmente sua relevância no cenário regional.
O clube ganhou projeção estadual sobretudo a partir de 2010, quando passou a registrar campanhas mais competitivas no Campeonato Goiano e a atrair atenção fora de seu município.
Campanhas anteriores
A década entre 2010 e 2020 rendeu uma ascensão inesperada para quem não acompanha o Azulão: em 2013, foi a surpresa do Goiano, conquistando o terceiro lugar e a vaga na Série D daquele ano e, consequentemente, a ida à Copa do Brasil de 2014. Já no ano posterior, manteve o nível, ficando em quarto lugar no estadual, o que o levou novamente à Série D.
Em 2015, ficou mais uma vez entre os primeiros e garantiu a ida à Copa do Brasil de 2016 e à quarta divisão do Brasileiro. Nesse mesmo ano, Wendell Lira conseguiu o feito de alavancar o Azulão aos solos internacionais: marcou o gol que lhe rendeu o Prêmio Puskás.
Em 2016, as coisas não fluíram como esperado e as campanhas pararam na primeira fase, tanto no Goiano quanto nas copas. Em 2017, veio o rebaixamento para a Divisão de Acesso, resposta dura para quem vinha num ciclo positivo. A recuperação aconteceu em 2018, com retorno à elite. Em 2019, o time alcançou as quartas de final do Goiano, sinal de retomada competitiva. Em 2020, o Azulão do Vale assinou a melhor campanha de sua história no estadual e só ficou sem a taça nos pênaltis. Esse percurso recente consolidou o Goianésia como presença constante no topo do futebol goiano e como clube pronto para disputar vaga em calendários nacionais sempre que o desempenho local abre caminho
Puskás
Há um capítulo mundial nessa história. Em 2015, na vitória por 2 a 1 sobre o Atlético pelo Campeonato Goiano, Wendell Lira marcou um gol que correu o planeta. A jogada rendeu o Prêmio Puskás da FIFA de gol mais bonito do ano, com 1,6 milhão de votos (46,7%). Para um clube de cidade do interior, ver sua camisa no palco máximo das premiações foi um marco de orgulho coletivo. O Puskás virou referência de ambição e lembrete de que o Goianésia sabe produzir momentos grandes quando o jogo pede.
Torcida e mascote
A torcida é conhecida como Gaviões, em alusão ao mascote do clube, o gavião. É uma torcida de proximidade, que canta de perto, pressiona a lateral, aplaude dividida e transforma o Valdeir José de Oliveira em ambiente de equipe grande. O gavião simboliza força, leitura de jogo e ataque certeiro, atributos que o Azulão do Vale busca levar para o gramado. Em casa, o vínculo entre time e cidade aparece na prática: bandeiras azuis e brancas, crianças com a camisa do clube, veteranos que viram as fases antigas e gente que aprendeu a ganhar respeito competindo. É essa base popular que sustenta o projeto e dá ao Goianésia força.
Presença nacional
Além do Campeonato Goiano, o Goianésia somou participações na Série D e na Copa do Brasil, incluindo confrontos equilibrados como a série contra o Grêmio Barueri em 2014. O objetivo segue claro: competir forte em Goiás e seguir marcando presença no cenário nacional.
Quem somos hoje
Um clube de cidade trabalhadora, que revela gente, valoriza a base e joga com coragem. O Azulão do Vale segue mirando finais, alimentado pela arquibancada e por uma história que já sabe o caminho de crescer quando o jogo fica grande.